Coluna do Will

Everton em 2007, marcando pelo Grêmio na 1ª fase da Libertadores
Everton em 2007, marcando pelo Grêmio na 1ª fase da Libertadores

Quando Jonas deixou o Grêmio, em meados de 2008 para defender a Portuguesa e buscar novos horizontes e oportunidades muita gente duvidou que ele poderia voltar, visto que na sua passagem pelo Grêmio e por outros clubes ele definitivamente não vingou. Ele voltou e como se não bastasse apenas fazer seus gols como atacantes geralmente fazem, sagrou-se como 5º maior goleador da história do Grêmio. Veio e venceu! A vida e o Grêmio deram uma segunda chance a Jonas que soube usá-la a seu favor. Com a sua saída do Tricolor, somada a atual recente lesão de um dos avantes tricolores, mais uma vez o destino contorna com cores vivas uma história que pode ter caminho semelhante.

Após passagem apagada pelo Internacional, o atacante Everton, ex Grêmio, se destaca jogo após jogo no Caxias por sua velocidade e poder de decisão. Há quem diga que ele é o jogador que se encaixaria como uma luva no atual esquema do Grêmio (tanto por ser fisicamente parecido com Jonas, como pela lesão que afastará André Lima dos gramados por quase 2 meses). É um jogador que teve seu momento no Grêmio e foi buscar novos ares. Está mais maduro, evoluiu e é totalmente diferente daquele atleta que jogou na Libertadores de 2007. Se direção procura um atacante para ser parceiro de Borges, cabe a investida. Lembrem-se: quando Jonas voltou, muitos torceram o nariz e foram obrigados a ceder ao potencial que Jonas demonstrou. O Grêmio precisa de um atacante de drible e velocidade, pois não possui isso no elenco (como ficou evidente na derrota para o Cruzeiro no sábado). Uma investida forte sobre tal atleta é totalmente válida. É novo e possui potencial. Seria Everton um “Novo Jonas”?

Coluna do Will

“HABEMUS TAÇA”: No apagar das luzes, como que num milagre divino daqueles que somente o Grêmio de Football Portoalegrense consegue realizar, a bola espirrou e sobrou para Rafael Marques que chutou com a força e a raiva acumulada de todos os 30 mil gremistas que estavam no estádio Olímpico naquela fatídica noite de 09 de Março de 2011. O jogo se resume a isso, a este momento, a este chute, a este gol. Houve cera, houve Goleiro/MITO se consagrando, houve muita reclamação, houve emoção do grande ídolo ao fim do jogo, mas o chute de Rafael Marques, raivoso e com a raça e força de um campeão marcou a noite. Marcou o 1º Bimestre tricolor no ano. Habemus Taça, o Grêmio é campeão da Taça Piratini!

“MAIS SORTE QUE JUÍZO”: Deixando de lado o folclore da Imortalidade, o Grêmio precisa urgentemente encontrar uma forma de jogar futebol quando Lúcio não estiver em campo. O que vimos na Quarta-Feira foi um time que sucumbiu a uma marcação não esperada e ao vigor de um time rápido e ofensivo simplesmente por não encontrar em Carlos Alberto e Gilson a jogada que fortemente utilizava quando Lúcio está em campo. Somamos a isso o fato do time estar ressacado pós carnaval (pelo que foi apresentado em campo agora já sabemos o que foi feito nos três dias de folga dos atletas gremistas) e algumas péssimas apresentações individuais. Os dias de Gilson como titular, Carlos Alberto desloacado no meio e de André Lima jogando com outro centroavante parecem estar contados. O campeão da Taça Piratini mostrou muito mais vontade, raça e detemrinação do que qualidade. Sobrou sorte ao Grêmio.

O DESTINO ESCALANDO O GRÊMIO..DE NOVO: Este mesmo colunista já citou Silas em crônica anterior, dizendo que o destino (em forma de lesões) escalou o Grêmio em situações anteriores. Parece que novamente o mesmo cenário começa a ser traçado. A lesão de André Lima e consequente parada por 40 dias, somada a volta de Lúcio após a lesão começam a clarear o horizonte e as possibilidades de escalação para Renato Portaluppi. André Lima é um excelente jogador. Se doa, é “matador” e tem a cara do Grêmio. Melhor ” 9″ não poderia haver. Não poderia, pois o Grêmio já tem Borges e seu oportunismo e força física. É um “problema bom” que Renato deixará de ter durante 40 dias. Quem sabe agora, sem a necessidade de ser obrigado a tirar um dos seus homens de confiança da equipe, Renato não enxerga e abre os olhos para o equívoco que estava cometendo em escalar dois centroavantes? Quem sabe agora, com a volta de Lúcio ao meio campo e consequente saída de Carlos Alberto, este mesmo não volte a atuar na posição que lhe deu o título da Champions League e do Mundial de Clubes no porto em 2004? Quem sabe? Só o destino poderá nos dizer. Novamente.

Coluna do Quico

679Jogando em casa, tomando pressão, 2×0 contra. Um ambiente um tanto quanto propício para o Imortal Tricolor aprontar das suas. O time parece que começou o jogo desligado. Carlos Alberto e Gílson não se encaixavam. Gabriel também não estava bem. E o Caxias estava em noite inspirada. Numa bomba em cobrança de falta Itaqui abriu o placar (não lembrou o nosso velho Itaqui contra o Corinthians no Pacaembu em 1998?) e após tabela pela direita Gerley fez 2×0. O goleiro do Caxias fez boas defesas, mas não conseguiu segurar o chute do William Magrão que jogou muito ontem (Adílson que se cuide). Na segunda etapa só deu Tricolor, pressão contra o time grená, que se utilizou da catimba para passar o tempo. Não sou contra catimba, já que todo o time algum dia usufruiu desse método (inclusive o Imortal), mas o que os jogadores do Caxias fizeram é coisa de time pequeno. A cada substituição eles desabavam de dois em dois no gramado. Para bater um tiro de meta era um parto. E no lance da falta que eles ficaram tocando a bola um pro outro? Teve razão o Rodolfo em reagir daquela maneira. O árbitro acertou no tempo acrescentado, que ainda foi pouco. 1×2, 50 minutos, bola espirrada pela esquerda sobra para Rafa Marques que empurra pra rede. ISSO É GRÊMIO! Empatar um jogo perdido e levar a decisão para os pênaltis seria inacreditável. Pois essa palavra não existe no dicionário do Imortal Tricolor. Nos pênaltis alguém deveria ter avisado o André Sangalli que o Grêmio não é o São José, e que dançar sobre a linha não atrapalharia os jogadores Tricolores. E mais: o Grêmio tem Victor, o melhor goleiro do Brasil! Duas defesas magistrais! Coube a Lúcio fechar com chave de ouro uma noite que tinha tudo pra terminar em tragédia. Mas esqueceram que se tratava do Grêmio. Parabéns ao Imortal Tricolor pela conquista do primeiro turno do campeonato Gaúcho.

Coluna do Will

678
SEGURANÇA: Vitória, Ufa! Foi suado, apertado, mas a vitória veio. Após longos 42 minutos de ferrolho  impenetrável, o Grêmio conseguiu os 3 pontos que vieram dos pés (e cabeça) da dupla dinâmica de  atacantes. Sinceramente, fazia bastante tempo que não sentia tal segurança que hoje sinto com  André Lima e Borges. Não pelo fato da dupla ser perfeita e por se completar (ainda tenho meus  receios de ambos juntos, acreditando que somente um deles jogando com um atacante de  velocidade renderia mais), mas por saber que quando a partida estiver feia, “encrespada”, lá na  frente temos DOIS atacantes que podem resolver a partida a qualquer momento. Há anos o Grêmio  não desfrutava de tal segurança. Há anos torcedores da minha geração esperam por um atacante  que nos faça esquecer Jardel. Quem sabe está aí, não “o” novo, mas sim “os novos” Homens-Gol do  Grêmio. Grande Borges, Grande André Lima!
ERRAR É HUMANO, INSISTIR NO ERRO É BURRICE: No 1º semestre do ano passado costumava-se  dizer na província que por muitas vezes o time do técnico Silas era escalado pelas lesões. A  incapacidade de ver coisas que estavam explícitas aos olhos era característica marcante do Pastor  que treinou o Grêmio com mãos de glacê. No time de Renato os erros estão novamente aí,  explícitos, mas (in)felizmente as lesões não retiram os erros do time e o comandante não enxerga  que certas peças estão mal dispostas (e escaladas) em campo. Gilson na Lateral esquerda e Carlos  Alberto na meia mais uma vez foram irrelevantes para o cenário da partida e exemplificam meu  argumento anterior. O 1º por deficiência técnica e o 2º por estar jogando fora de posição. Imaginem  Fabio Rochemback jogando de zagueiro. Imaginaram? É o mesmo sacrifício que Carlos Alberto está  fazendo. Ao invés de dar ritmo ao jogador, Renato está fazendo com que a paciência do torcedor  com o atleta se esgote em pouco menos de um mês de trabalho. O tiro está saindo pela culatra e  isso não é bom nem pro atelto, tampouco para o clube. A volta de Lúcio será muito bem vista.
ENFIM UMA BOA NEGOCIAÇÃO: A saída de Paulão foi vista com muito bons olhos por muitos  torcedores gremistas. A outrora “paixão” platônica pelos bicos, balões e carrinhos destrambelhados  do zagueirão, que muitas vezes era motivo de alegrias em quantia nos concretos gelados do estádio  Olímpico estavam dando lugar a desconfiança com a insegurança que aquele passava a cada partida  neste início de ano. Paulão crescerá jogando no exterior e o Grêmio tem tudo para melhorar com tal  perda. Ambos os lados ganham. Além de dar uma aliviada nos cofres (valorização de 100% na  negociação), a equipe de Renato encontra na experiência de Rafael Marques e no vigor de Mario e  Vilson três boas opções para ocupar o lugar que outrora era visto como cativo.
Coluna do Quico

677

  • Jogo difícil, adversário retrancado, mas na Raça o Imortal conquistou a importante vitória contra os peruanos do León.
  • Boa sacada da direção em dar três dias de folga aos jogadores, que estão bastante desgastados com a maratona de jogos.
  • Borges marcou gols nos últimos quatro jogos e, aos poucos vai preenchendo o espaço ocupado por Jonas.
  • Paulão foi vendido. Excelente negócio! O clube lucrou com a venda do jogador, e na minha opinião, melhorará o time com a entrada do Rafa Marques ou do Mário Fernandes.
  • Por fim, o Imortal anunciou nessa semana que negociará direto com a rede globo os direitos de transmissão do campeonato brasileiro. Perguntas:

1- A globo transmitirá para o RS pelo menos metade dos jogos do Grêmio fora de casa no campeonato brasileiro?

2- A direção do Grêmio realmente se importa se os jogos passarão em TV aberta ou pay-per-view?

3- E mais, se porventura Santos e Fluminense forem eliminados na primeira fase da Libertadores, os jogos da Dupla GREnal e do Cruzeiro serão transmitidos para todo o Brasil?…

Resposta para as 3 perguntas: NÃO! O monopólio continuará. Até quando?