Coluna do Will

675MÉRITO OU DEMÉRITO? Sou de Santa Maria, e se me permitem, tal crônica será iniciada avaliando não o Grêmio, mas sim o adversário de ontem, que caminha a passos largos rumo a fatídica 2ª divisão do futebol Gaúcho. Sim, a 2ª divisão. Este é o nível da equipe que enfrentou o Grêmio na noite passada. O pobre Inter de Santa Maria é um mar de desorganização. Jogadores dispensados por treinarem embriagados e diretor ridicularizando o elenco ao vivo após as derrotas é apenas “a cereja do bolo abatumado” que se tornou a equipe neste certame. Muitos dirão que a vitória tricolor se deu pelo que jogou (ou não jogou) o adversário e não pelo que mostrou o Grêmio. No entento a goleada se concretizou muito mais pela qualidade que o time de Porto Alegre mostrou ter do que por um demérito Santamariense. Um time só demonstra qualidade quando realmente a tem. Se não tiver, pode enfrentar qualquer equipe varzeana que não se sobressairá. O futebol que transformou o Grêmio numa das melhores equipes do país no final de 2010 parece aos poucos estar reaparecendo pela Azenha. E numa hora muito boa. Resta saber se será fogo de palha ou o início de um incêndio de proporções Internacionais.

REVELAÇÃO: Aos poucos o Grêmio vai novamente lapidando mais uma promessa de craque. Leandro, 17 anos, liso, oportunista e habilidoso. É o “Neymar” do Olímpico (segundo os próprios colegas). Sabe-se que o apelido veio mais pelo cabelo do que pelo futebol, mas não custa sonhar naquilo que o garoto pode realizar. Quem sabe não esteja surgindo aí um grande jogador para o futebol brasileiro? Os três gols nas três partidas que disputou mostram que o jovem Leandro não é bobo. Merece olhos atentos sobre seus pés. Que as últimas negociações sirvam de exemplo para a direção do Grêmio. Leandro pode render muito, tanto atuando e ajudando a equipe, como fruto de rentabilidade por transações futuras. Olho nele!

FUTVOLÊI: O assunto que mais se falou no Olímpico durante esta semana e após a partida de ontem não foi o confronto contra o inter-SM ou mesmo a possibilidade de encaminhamento de vaga na Libertadores com uma vitória do Oriente Petroleiro sobre o Léon (fato este que se concretizou na noite de ontem, #GLÓRIA). O convite que Renato Portaluppi recebeu para representar o Brasil no mundial de futvolêi que será realizado no Rio de Janeiro tomou conta dos corredores do Olímpico. Há algum tempo atrás, Renato nitidamente demonstrava aversão a viajar com a equipe ao interior do estado para não se “desgastar”. Agora, numa mudança repentina, ele deseja abandonar o time em meio a temporada pra disputar dois dias intensos de futvolêi ao lado do baixinho Romário. Onde está a coerência? Não veria problema algum de Renato participar de tal evento, desde que tivesse o mesmo ímpeto para assuntos que relacionassem o Grêmio (seja onde e quando for). Tem bons atletas a disposição, um grupo unido e uma torcida apaixonada por ele e pelo clube. Tem a faca e o queijo na mão. Tem tudo para se consagrar como técnico do Grêmio. Resta saber se ele seguirá o caminho dos vencedores ou se continuará agindo como se quisesse auto-sabotar seu próprio emprego.

Coluna do Will

674UMA TARDE INSPIRADA: O time reserva que enfrentou o Porto Alegre na tarde de ontem nem de longe lembrou o mesmo time reserva que perdeu para o Cruzeiro-RS (tanto na escalação como na disciplina tática dos jogadores). É difícil afirmar se o êxito tricolor se deve mais ao fato do adversário ser uma das piores equipes do certame ou se o inconstante elenco tricolor teve novamente uma tarde inspirada. A equipe que venceu o Porto Alegre de Assis mostrou ter boas opções para o decorrer do ano e da Libertadores.

AUMENTA A CONCORRÊNCIA: Escudero estreou de fato. Fez uma belíssima partida, movimentando-se, aparecendo para tabelamentos e marcando gol(aço). Mostrou seu cartão de visitas para a torcida e para o técnico. Assim como Junior Viçosa (seu companheiro de ontem com também boa apresentação) e Carlos Alberto (que parece ter rendido mais quando teve oportunidade no ataque), Escudero entra na briga para uma das vagas do ataque. O tímido Argentino, de fala mansa e futebol agressivo finalmente mostrou as garras. Que seja assim na maioria dos dias que aqui estiver.

A CULPA É DE QUEM? Renato Portaluppi joga palavras ao vento, afirmando que “querem tumultuar o vestiário do Grêmio”. Caríssimo treinador, ÍDOLO: A única pessoa que tumultuou o vestiário foi o Senhor após ser inconsequente e leviano,informando a um jornalista que poderia assumir o Fluminense. Admitiu que errou, mas insiste em achar pêlo em ovo. A poeira parece ter baixado, mas a crista não. Quanto mais($$) para Renato balançar de novo e esquecer deste “amor” pelo Grêmio?

PULSO FIRME: Finalmente, Sr. Paulo Odone. Perdeu a novela Ronaldinho, viu seu melhor atleta voar para a Europa por que não se dedicou na negociação e não demonstrava ação ao ver o time apresentar um futebol medíocre, jogo após jogo. Resolveu agir: Colocou Renato na parede após o tumulto, desceu ao vestiário e nitidamente exigiu que garotos da base tivessem mais oportunidades (o que ficou nítido nos ingressos de Fernando, Mithyuê e Pessali na partida de ontem). Sem falar no bastidor, colcoando o Grêmio com força na briga pelo estádio da Copa, A era da “bundamolice” (termologia usada pelos “Odonistas” na gestão de Kroeff) parece estar com os dias contados (ironia do destino, não?). Paulo Odone mostrou pulso. Resta saber se é apenas faxada ou não.

1971

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Fotos: Robson Polga

Conforme comentário do amigo Guido Leindecker, que jogou contra os juvenis do Grêmio em 1971, na época usavam uma camisa como esta das fotos, portanto, acreditamos que ela seja mesmo de 1971. Obrigado Guido!

Quer ajuda para descobrir o ano de alguma camisa? Mande fotos para camisasdogremio@hotmail.com que se não soubermos postaremos aqui.

Coluna do Will

Provocação aos colorados mascarou a péssima atuação de Carlos Alberto e do time como um todo
Provocação aos colorados mascarou a péssima atuação de Carlos Alberto e do time como um todo

TROTE NA TORCIDA: O caso Kajuru parece ter afetado o time tricolor na partida contra o modesto León. Um time apático, errando muitos passes, aparentemente sem vontade e desligado do jogo. Foi isso que se viu no confronto de ontem (confronto este que praticamente enterrou as possibilidades do Grêmio de ser 1º do grupo, visto que o Junior de Barranquila venceu o fraco Oriente Petrolero e só com um milagre deixará escapar a 1ª vaga). A “brincadeira”(sic!) de Renato com Jorge Kajuru (que diga-se de passagem adora brincar, tanto escalando por “peixaria” como mexendo mal) custou caro ao desempenho da equipe. A torcida que esperava uma boa partida da equipe ficou a ver navios. O time parece ter sentido o “ar pesado”, não da altitude, mas o da relação que aparentemente ficou estremecida entre treinador e clube. Não fique triste, Jorge Kajuru. O trote não foi uma exclusividade sua. Ontem foi a nossa vez.

SE SOMOS ASSIM, NÃO É POR ACASO: A péssima atuação da equipe tricolor ontem a tarde colocou o Grêmio na eminência de enfrentar um dos 1º colocados na fase de mata-mata. É o que nos resta. Em 2009 enfrentamos times fracos na 1ª fase, goleamos, vencemos, tivemos a melhor campanha e erámos vistos como sensação na competição até a semifinal. Quem pararia o poderoso Grêmio? Aparentemente a América estava ali, nos dedos. Estava. Na primeira equipe mais “ajeitada” por assim dizer, faltou malandragem, faltou futebol e faltou LAPIDAÇÃO. O Grêmio foi eliminado por falta de “testes” mais qualificados. Este ano a coisa anda por um caminho diferente. Ao enfrentar equipes mais fortes na próxima fase (situação que fica exposta com o 2º lugar do grupo) o Grêmio poderá se lapidar como time que concorre a algo (por mais que seu futebol por enquanto não retrate isso). Em trajetórias vitoriosas de outrora sempre enfrentamos grandes equipes, realizamos partidas memoráveis, decidindo fora e sofrendo até o fim. Assim foi e sempre será com o Grêmio. Utilizando outro exemplo, em 2007 (por mais que o desfecho não tenha sido o esperado) enfrentamos grandes equipes (Cerro Portenho, São paulo, Santos) antes da grande final. Eliminamos estes concorrentes e chegamos “lapidados” na final. Infelizmente faltou futebol.
Quem sabe esta situação semelhante que se desenha para o Grêmio em 2011 não seja benéfica? Com o Grêmio tudo foi sempre na dificuldade. “Se for pra ser campeão, que seja da maneira mais difícil”. Esta frase dita por Jardel após levar 5×1 do Palmeiras, em partida histórica válida pelas Quartas de final da Libertadores de 1995 retrata nossa atual situação. Futebol ao Grêmio de 2011 não falta. O que falta é organização e lapidação. Será na raça, na vontade e na camisa. Sempre foi e sempre será assim. Isso é Grêmio!