Jogos Inesquecíveis

Grohe defende o pênalti e o Tricolor despacha os equatorianos da LDU

Não sei vocês, mas eu já estou com saudade da Libertadores. Enquanto a competição não começa para o Tricolor, vamos relembrar mais uma grande vitória do passado retornando com a sessão “JOGOS INESQUECÍVEIS”. O ano era 2013, o primeiro ano da Arena Tricolor. Após uma boa campanha no Campeonato Brasileiro do ano anterior, o Imortal retornava à Libertadores da América. Com Luxemburgo no comando, a direção tratou de investir pesado para montar um time de estrelas com o objetivo de levantar a taça. Como nada é fácil na vida do Grêmio, já de cara surge um grande adversário na pré Libertadores. A temida LDU campeã 5 anos antes calando o Maracanã contra o Fluminense de Renato. A fase pré Libertadores era disputada logo em janeiro, adiantando assim a pré temporada e preparação, já que um jogo tão importante assim definiria o futuro do time no restante do semestre. Uma possível eliminação seria um desastre total comparando ao grande investimento realizado pela direção. No jogo de ida no Equador (23/1), vimos um Grêmio ainda fora de forma segurar o empate até os 30 do segundo tempo, quando num lance de bate-rebate, após uma milagrosa defesa do Grohe, Garcez completou pra rede. Apesar da derrota, voltamos vivos. Com apenas 30 dias de uso, a nova Arena já enfrentaria sua primeira grande decisão. Em 30 de janeiro, 42 mil torcedores lotaram o estádio para apoiar o Tricolor rumo á vitória. Os equatorianos vieram fechados. trancando o jogo, fazendo faltas e atrasando a reposição da bola, métodos bem conhecidos na tradicional competição da América. Um primeiro tempo tenso e com poucas chances de gol logo chegou ao fim. Se via esperança nas entrevistas dos jogadores na saída de campo. “Temos que trabalhar a bola” dizia Zé Roberto. Vem a segunda etapa e um Grêmio ainda mais impetuoso encurralava a LDU que recuava e buscava matar o jogo nos contra-ataques. Aos 16 minutos, após receber um passe de William José, Elano soltou uma bomba de fora da área acertando o ângulo direito do goleiro equatoriano Dominguez. GOLAÇO!!! Mas ao mesmo tempo um momento de tensão tomou conta da Arena. Durante a comemoração do gol, na tradicional avalanche, o alambrado cedeu e derrubou alguns torcedores dentro do fosso, sofrendo uma queda de mais de 2 metros. Apesar de todas as preocupações, a equipe de emergência agiu rápido e tratando torcedores feridos e encaminhando para atendimento. Esse fato fez com que fossem posteriormente instaladas barras no setor da Geral e determinasse de uma vez por todas o fim da avalanche. Após a reinicialização do jogo, o Grêmio lutou até o fim para fazer o segundo gol, mas terminou assim. Esse 1×0 levou a decisão para os pênaltis. André Lima bateu primeiro. Gol! Saritama converteu para a LDU. Saimon foi pra segunda cobrança Tricolor. Bateu muito mal. O goleiro pulou no canto direito e defendeu. Vitti converteu para a LDU. 2×1. Tensão total nas arquibancadas da Arena. William José bateu firme e igualou. Reasco vai pra bola e… Na trave! Tudo igual 2×2. Pará e Vargas marcaram para o Grêmio, Vélez e Canuto para a LDU. 4×4 e vamos para as cobranças alternadas. Alex Telles vai pra bola e… Gol! Morante é o próximo a bater pela LDU… GROHE! Defendeu com os pés! Herói! Definida assim a vitória tricolor por 5×4 nos pênaltis e a classificação para a fase de grupos da Libertadores 2013! Grande jogo. Tenso, suado, nervoso. Mas no final, superação Tricolor. Na raça despachamos os equatorianos. O time que entrou em campo naquela noite: Grohe; Pará, Saimon, Bressan e Alex Telles; Fernando (Wiliam José), Souza, Elano (Jean Deretti) e Zé Roberto; Vargas e Moreno (André Lima). Téc. Vanderlei Luxemburgo.

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581Setembro de 1998. Um Grêmio que iniciava reação depois de um mau começo no campeonato brasileiro enfrentava os chilenos da Universidad Católica no Olímpico Monumental. Era a primeira edição da Copa Mercosul, um torneio criado para substituir a Supercopa. Como não lembrar da transmissão do SBT, com o Sílvio Luiz narrando o jogo do Grêmio com transmissão para todo o Brasil? Saudades… Hoje em dia a TV monopólio não admite um jogo do Imortal Tricolor em rede nacional se não for contra um paulista ou carioca… Mas isso é assunto para outro post. Voltando ao jogo, o Imortal não tomou conhecimento da equipe chilena, que contava com alguns jogadores que defenderam sua seleção na Copa do Mundo de 1998 (entre eles o goleiro Tapia). Itaqui, que jogava improvisado no meio campo fez 1×0 de cabeça aos 21 do primeiro. E dá-lhe Sílvio Luiz: “Éééééééééé doooooooo Grêêêêmiooooo!” Zé Alcino fez o segundo, cinco minutos depois. Aos 29 o zagueiro Scheidt (que já defendeu a seleção brasileira) marcou o terceiro, também de cabeça. Ronaldo A$$is marcou o quarto de pênalti. Começa o segundo tempo e o Zé afonso perde um gol incrível. E o Sílvio Luiz: “Pelas barbas do profeta!”. Cornejo descontou para os chilenos aos 18 numa falha de marcação da zaga. E o velho Itaqui fechou o placar dois minutos depois. 5×1. Grande vitória! É o que esperamos amanhã no Monumental. Com certeza a torcida estará presnte em grande número, e empurrará o time para cima da qualificada equipe chilena que vem a Porto Alegre. Na pressão de um Olímpico que viu apenas 4 derrotas em toda a história Tricolor na Libertadores, vamos em busca do grande objetivo, que é a classificação. Vamo Tricolor! Queremos a Copa! Ah, o time que venceu em 1998: Danrlei, Walmir, Rodrigo Costa, Scheidt (Éder) e Roger; Djair, Goiano, Itaqui e Ronaldo A$$is; Zé Alcino (Rodrigo Mendes) e Zé Afonso. Téc. Celso Roth.

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0jogos 582O Grêmio Tetracampeão da Copa do Brasil iniciava a temporada 2002 com o objetivo de conquistar a América. Na primeira fase pegou um grupo com o boliviano Oriente Petrolero, o peruano Cienciano e o paraguaio 12 de Octobre. Após estrear com uma grande vitória contra os bolivianos por 4×2 em Santa Cruz de La Sierra, o Imortal viria para duas partidas seguidas no Monumental. Uma grande chance de garantir antecipadamente a vaga para as oitavas de final. Primeiro uma vitória por 2×0 contra o Cienciano. Em 28 de fevereiro, o Grêmio entrava em campo para enfrentar o Oriente Petrolero mais uma vez.Antes de rolar a bola, o árbitro (cego) constatou que a camisa listrada verde e branco do Petrolero, ficaria parecida com a Tricolor do Grêmio!  Como os bolivianos não haviam trazido um segundo uniforme, o Imortal teve que jogar com a terceira camisa, azul celeste com listras horizontais pretas e brancas. Rodrigo Mendes foi o nome do jogo marcando três gols, assim como no jogo de ida na Bolívia. Ele se tornaria o artilheiro da competição com 10 gols. O destaque vai para o segundo gol marcado pelo atacante Gremista. Fábio Baiano dominou pela direita e deu uma “lambreta” (ou carretilha) no zagueiro boliviano, deixando-o deitado e logo após cruzou para o meio da área quando Rodrigo Mendes concluiu a belíssima jogada. Após descuido da defesa, os bolivianos marcaram dois gols no final do jogo, mas não foram suficientes para apagar a vitória do Imortal, que ali se classificava para a segunda fase de uma Libertadores que só não ganhou porque foi roubado descaradamente na semifinal contra o Olímpia. O time que venceu os bolivianos no 3-5-2: Danrlei; Anderson Polga, Mauro Galvão e Roger; Anderson Lima, Fernando (Claudiomiro), Paulo César T., Zinho (Valdo) e Gilberto; Rodrigo Mendes e Fábio Baiano (Rodrigo Fabri). Técnico: Tite

Abaixo, a reportagem sobre o lance do Fábio Baiano:

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583O ano do centenário do Tricolor teve poucos motivos para comemoração. Esse jogo foi um deles. O Imortal corria risco de rebaixamento, após um primeiro turno ruim e algumas trocas de treinador. Já o rival, estava na parte de cima da tabela, e jogando em casa era o favorito. Além de favorito, declarações de jogadores do inter nos bastidores davam conta de que se venceria com facilidade. Com Adílson Batista no comando, o Grêmio iniciava uma arrancada no campeonato, o que culminaria no alívio de escapar do descenso após uma temporada ruim. A partida começou com o inter fazendo valer o fator local e pressionando, mas Eduardo Martini se mostrou seguro no gol Gremista com boas defesas. Anderson Lima assustava nas cobranças de faltas. Gilberto dava bons passes, enquanto que, lá na frente, Pitbull e Christian davam as cartas. Aos 34 minutos do primeiro tempo, Pitbull deu o passe pela direita e Christian calou o beira lago com uma bomba no ângulo. Muitos pensavam que por ter jogado no inter ele não comemoraria, mas ele não pensou duas vezes e correu pra comemorar com a Torcida Tricolor. No segundo tempo foi só administrar a vantagem, embora o time tenha perdido boas oportunidades com Marcelinho e Caio (hoje comentarista de TV). No apito final, foi só festejar a importante vitória que embalou o Grêmio a sair da má fase. O Imortal entrou em campo com: Eduardo Martini; Anderson Lima, Baloy, Adriano e Gilberto; Gavião, tinga, Leanderson e Caio (Carlos Miguel); Pitbull (Marcelinho) e Christian (Élton).

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Abaixo a reportagem do jogo:

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585Recife, 26 de novembro de 2005. O campo de batalha para Grêmio e Náutico era o Estádio dos Aflitos. Uma verdadeira afronta ao futebol moderno. Gramado péssimo, vestiários precários, arquibancadas sujas e quebradas, enfim, um estádio sem condições e estrutura para receber um jogo de futebol. Apesar disso, a torcida do Náutico compareceu em grande número, para ver seu time vencer o Grêmio. Ao Imortal dos Pampas, bastava o empate para conquistar a volta para a primeira divisão. O clima era tenso. Antes mesmo de a partida começar, os jogadores Tricolores eram hostilizados pelos torcedores e até pelos policiais pernambucanos. No vestiário, além do forte cheiro de tinta, soldaram a porta para que os jogadores do Grêmio não aquecessem no gramado. Iniciado o jogo, viu-se uma disputa equilibrada, com chances para os dois lados. Até que um pênalti inexistente para o Náutico foi marcado. Numa bola perdida na área, Paulo Matos se jogou e o juiz marcou. Bruno Carvalho correu, bateu… NA TRAVE! Nesse momento, sentado no sofá da sala, acompanhando o jogo na TV, pensei: Agora já era! Vamos ficar nesse 0x0 e nos classificar. Vem o segundo tempo. E mais tensão. Chances perdidas pelo Imortal, chances perdidas pelo Náutico, e os minutos passando… No outro jogo, o Santa Cruz vencia a Portuguesa e conquistava a sua classificação. Chegávamos aos 30 minutos do segundo tempo. O Náutico ataca pela direita e o chileno Escalona coloca a mão na bola e é expulso. Meu Deus! E ainda faltam 15 minutos, eu pensava em frente a TV. Aos 33, Galatto deu um “encontrão” em Miltinho. A torcida reclamou pênalti, mas o árbitro não marcou. Três minutos depois, uma bola lançada na área, tocou no braço de Nunes involuntariamente. O senhor Djalma Beltrami dessa vez marcou. Em casa eu simplesmente destruí o controle remoto da TV, jogando-o contra a parede. Os jogadores foram pra cima do juíz. Patrício lhe deu um “peitaço” e foi expulso. Nunes lhe deu um empurrão e também levou o vermelho. Policiais, jornalistas, comissão técnica e dirigentes entraram em campo e começou a confusão. Um PM acertou Patrício que caiu no gramado. Odone desceu da arquibancada, acompanhado por Cacalo e outros dirigentes para acalmar os jogadores Gremistas. Surgiu a informação de que Mano Menezes deveria retirar o time de campo. Mas se isso fosse feito, o Grêmio perderia os pontos na justiça.

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Eu chorava assistindo tudo aquilo, a injustiça que estava sendo cometida com o Grêmio, o fato de ter que passar mais um ano na segunda divisão. Quando o árbitro foi colocar a bola na marca do pênalti, Domingos a retirou com um tapa e também foi expulso. Mais confusão. Se mais um fosse expulso, perderíamos o jogo. Após a entrada do Domingos pela porta que dá acesso aos vestiários, a mesma foi fechada. De maneira que, se a torcida do Náutico invadisse, os jogadores do Grêmio não teriam como se proteger. O relógio já marcava 59 minutos do segundo tempo quando Ademar foi pra bola. Ele bateu a meia altura. GALATTO!!! Defendeu o arqueiro Tricolor! Eu berrava feito um louco em casa! Parei e pensei: Como resistir com apenas 7 jogadores contra 11? Anderson sofre falta na meia esquerda e Batata é expulso. Na cobrança rápida, o próprio Anderson invade a área a dribles e chuta por baixo do goleiro. GOOOLLL!!! Eu não acreditava no que estava vendo. Como um time com 7 em campo e um pênalti contra pode vencer um jogo? Pois isso é Grêmio! Isso é Raça! É isso que faz esse clube ser conhecido como Imortal Tricolor! É isso que faz esse clube ser reverenciado no mundo inteiro por nunca desistir! Parabéns ao Grêmio, que nesta Sexta Feira completa 5 anos do jogo mais incrível da história do futebol.505