Camisa de goleiro preta com detalhes dourados feita pela Puma para a disputa da Libertadores 2009. Na manga o patch dos 50 anos da Libertadores.
Fotos: Mauricio Tondo / Acervo Histórico do Grêmio
Morumbi lotado, 95 mil torcedores, 3 de Maio de 1981. O favorito São Paulo enfrentava o Grêmio, que pela primeira vez chagava a final do Campeonato brasileiro. Enquanto os paulistas tinham uma “seleção” com nomes como Waldir Peres, Darío Pereyra e Serginho Chulapa, o Grêmio era considerado um “time de segunda” pela mídia. No primeiro jogo, o Imortal mostrou sua força no Olímpico vencendo por 2×1. A vantagem era pouca, frente ao timaço do São Paulo, imbatível em seus domínios. Ainda mais porque Baltazar perdeu um pênalti que poderia nos deixar com mais tranqüilidade para o jogo da volta. Ao ser questionado sobre o pênalti perdido no final do jogo, ele falou: “Deus deve estar reservando algo melhor para mim”. Muitos diziam que no Morumbi os paulistas venceriam de goleada, que não teria nem graça. O São Paulo, que precisava de uma vitória simples para conquistar o Bi-Campeonato, atacava com mais perigo, mas sempre parava nas defesas do seguro goleiro Leão. O Imortal defendia-se bem e contra atacava com velocidade, com Paulo Isidoro, Vílson Tadei e Tarciso. Aos vinte do segundo tempo, num lançamento pra área, Renato Sá escorou e Baltazar, de primeira, acertou um petardo no ângulo de Waldir Peres. Assim se cumpriam as palavras do “Artilheiro de Deus”, como ficou conhecido. Pouco mais de 3mil Gremistas, calaram 90 mil são-paulinos. No final do jogo, ninguém acreditava no resultado, e os narradores paulistas (como sempre), tentavam arranjar desculpas para explicar a derrota do melhor time. Mas o capitão De León tratou de explicar (entrevista publicada na Placar na época): “Foi como no Mundialito. Lá o Uruguai teve de enfrentar um Brasil cheio de estrelas, e tivemos de nos transformar em algo mais que atletas. Fomos humildade e dedicação. Fomos campeões. Para alguns, com poucos méritos técnicos, mas quem pode negar nossa garra? Sabe, o melhor time é o campeão, e o Grêmio é isso. Há duas coisas que um time campeão precisa ter: jogadores-homens e homens-jogadores”. O Grêmio entrou em campo com: Leão, Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vílson Tadei (Jurandir); Tarciso, Baltazar e Odair (Renato Sá). Técnico: Ênio Andrade.
http://www.youtube.com/watch?v=AMHGkrvtI2o
Mais uma camisa de linha que foi também usada pelo goleiro. Postei há alguns dias a camisa usada pelo Victor em um Gre-nada ano passado e desta vez vou postar a camisa, que normalmente era usada na linha como já foi postado antes aqui, e foi usada pelo goleiro. Essas camisas, de 2001, para mim são algumas das mais bonitas e ainda estou atrás delas para minha coleção. Caso alguém tenha desde já gostaria de pedir para que entrasse em contato por e-mail (camisasdogremio@hotmail.com) pois talvez me interesse. Abaixo fotos:
Fotos: Wagner Jacques / Acervo Histórico do Grêmio
Ontem à noite, o Imortal Tricolor conseguiu uma virada histórica pra cima do melhor time do Brasil. Poucas vezes eu senti tanta emoção assistindo a uma partida do Grêmio. O primeiro tempo foi terrível. Nada deu certo, tomamos um gol de bola parada e outro de contra-ataque após um passe errado no meio-campo. Douglas errava todos os passes, a zaga não se entendia, e mesmo assim, não fosse o goleiro deles, poderíamos ter terminado o primeiro tempo pelo menos com um empate. Mas nada dava certo… Quando o Jonas errou o pênalti eu pensei: “Meu Deus, por que está acontecendo isso com o Grêmio?” Sentado no sofá da sala (pois não consegui ingresso) eu assistia o Tricolor criar chances de todas as maneiras, mas parar no goleiro adversário. Mas veio o intervalo. O decisivo intervalo que tem feito o Grêmio despertar nos últimos jogos em que não vai bem na primeira etapa. Foi assim contra Fluminense e Avaí. “Somos o Grêmio, não desistimos jamais”, eu pensava quando Borges chutava pra descontar o placar. Era o gol que precisávamos. A torcida enlouqueceu, pois sabia que os “guris da vila” iriam sentir a força do Monumental. Logo em seguida o grande centroavante Borges, melhor contratação do Grêmio nos últimos anos, empatou o jogo num lance de oportunismo. Pra quem sai perdendo de 2×0 em casa, chegar ao empate já está de bom tamanho. Não para o Grêmio. O Grêmio Imortal, que tantas vezes conseguiu resultados inexplicáveis, inacreditáveis e espetaculares. Aí entra em ação o Jonas. O mesmo que havia perdido o pênalti no primeiro tempo. Num chutaço de fora da área ele marca o gol da virada que faz tremer o Monumental. Um exemplo de superação. Assim como Douglas, que ao ver o Maylson aquecendo, começou a jogar tudo o que sabe. E tinha mais, Borges estava impossível e marcou seu terceiro gol num leve toque na saída do goleiro. Quatro gols em meia hora. Um número espantoso, que não se consegue todo dia. Adílson foi um gigante em campo, marcando e desarmando como nunca. William Magrão parece estar plenamente recuperado e voltando a ser um grande jogador. Joílson entrou muito bem, mostrando que temos boas peças de reposição. Foi uma pena termos tomado aquele gol no final, mas mesmo assim, saímos vencedores. Vamos com tudo pra Vila Belmiro pra conseguir a classificação. Com certeza será outro grande jogo. Temos que ter todo o cuidado, pois a pressão lá será imensa. Mas como disse o Silas, se o time mantiver o empenho e a dedicação do jogo de ontem, será difícil sermos eliminados. Vamo Tricolor! Queremos a Copa! Só o Grêmio mesmo pra proporcionar tanta alegria ao seu torcedor, que cada vez mais, sente orgulho de ser Gremista.
Imagens: GloboEsporte