Jogos Inesquecíveis

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593Corria o ano de 1995, e o Tricolor chegava as quartas de final da Libertadores da América, para enfrentar a seleção de craques do Palmeiras, que era o atual bi-campeão brasileiro, e favorito ao título continental, além de ter todo o apoio e torcida da imprensa do centro do país. Criou-se um ambiente de guerra antes mesmo do jogo começar, pois o Imortal lançou algumas camisas com a frase: “o leite vai azedar de novo”, em referência a eliminação dos paulistas pelo próprio Grêmio na Copa do Brasil. Iniciada a peleia, a pressão foi do Tricolor desde o início, o jogo era tenso, com faltas duras dos dois lados. Aos 17 minutos Rivaldo acertou Rivarola e foi expulso. Aos 26, mais confusão, Dinho deu uma cabeçada no meia Válber, que revidou com um soco. O bandeirinha avisou o juiz que expulsou os dois. Fora de campo fechou o pau. Dinho deu um chute em Válber e Danrlei (que gostava de uma confusão) lhe acertou um soco na nuca. O Palmeiras não ficava atrás com jogadores como Tonhão, Antônio Carlos e Cléber. Terminada a confusão fora de campo, o árbitro reiniciou o jogo que ficou parado por 14 minutos. Um minuto depois, Arce pegou chute sensacional de fora da área para fazer 1×0. O narrador (não precisa dizer o nome) narrou como se fosse um gol da Argentina contra o Brasil, tamanha era sua torcida e seu “puxa-saquismo” pelas equipes de São Paulo. Mas o Grêmio mostrava que sendo um time bravo e aguerrido, iria longe na competição. Aos 51, Arílson fez 2×0 num tiro de longe, que desviou em Mancuso e matou o goleiro Sérgio. No segundo tempo, os paulistas vieram pra cima tentando diminuir, mas tomaram o terceiro logo aos 4 minutos, após cruzamento de Roger e gol de Jardel (com o pé!). Naquela altura, Arce e Roger jogavam mais como pontas do que laterais. O centroavante Tricolor foi o nome do jogo, marcando mais dois (agora de cabeça), aos 21 e 38, fechando a goleada. O time que entrou em campo naquela batalha: Danrlei, Arce (Scheidt), Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Alexandre); Paulo Nunes e Jardel (Nildo). Nessa época, aos seis anos de idade, eu já sentia orgulho de ser Gremista. Todos conhecem a história do jogo da volta, e com quem ficou a Taça naquele ano, mas isso já é assunto para outro post.

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594Olá pessoal, me chamo Edilson e além da Coluna que tenho no Blog (Coluna do Quico), inicio hoje a série Jogos Inesquecíveis, onde vamos contar a história de partidas memoráveis, grandes vitórias e goleadas na história do Tricolor. Para começar, uma vitória épica contra o River Plate em pleno Monumental de Nuñez. Todos sabiam o quanto era difícil bater os argentinos na casa deles. O Tricolor Tetracampeão da Copa do Brasil, estreava na Copa Mercosul, uma competição que era muito mais valorizada que a atual Sul-Americana e, na minha opinião, não deveria ter acabado. Jogo nervoso, muitas faltas, uma delas para o Imortal na entrada da área, e quem tinha Anderson Lima, sabia que daquela distância era meio gol. Dito e feito. Bela cobrança, por cima da barreira, no canto direito do goleiro, 1×0. O River foi pra cima e empatou num belo gol do volante Cambiasso, que estreava pela equipe argentina e pegou um “meio voleio” de pé esquerdo dentro da área, 1×1. No segundo tempo, aos 9 minutos, Tinga aproveitou a falha do goleiro num cruzamento da esquerda e completou pra rede, 2×1. De pênalti o River empatou de novo com Ortega, que bateu rasteiro no canto direito de Danrlei, 2×2. Faltando 10 minutos pra acabar, Anderson Polga pegou um chute espetacular de “três dedos”, de fora da área e fez 3×2. O quarto gol gol foi o mais bonito de todos, pela jogada que se iniciou atrás do meio-campo, e foi de pé em pé até chegar no maestro Zinho, que de canhota, fechou o placar, 4×2. O Grêmio entrou em campo com: Danrlei, Anderson Lima, Marinho, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Gavião (Polga), Tinga, Fábio Baiano (Guilherme W.) e Zinho; Rodrigo Gral (Rodrigo Mendes) e Luís Mário. Técnico: Tite.

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